Veja 6 atitudes que podem prejudicar a carreira 



profissional

Falta de interesse e não saber lidar com prazos atrapalham o trabalho.
Empregados devem fugir das fofocas e comentários negativos.

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Ambiente de trabalho em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)Ambiente de trabalho em Campinas (SP)
(Foto: Reprodução/EPTV)
Algumas atitudes e ações ajudam o profissional a manter sua carreira no caminho desejado. Ser resiliente, saber trabalhar em equipe e ser flexível são algumas das características que são muito valorizadas pelas empresas e podem ajudar ter uma carreira em crescimento.
Com o desemprego a 11,6% no trimestre encerrado em julho, sendo a maior taxa da série histórico, que teve início em 2012, muitos profissionais estão com medo de colocar o seu emprego em risco por causa de alguma ação mal pensada.
Portanto, quais são os comportamentos que podem comprometer o futuro do profissional e colocar em risco tudo o que já foi alcançado?
Lucia Costa, diretora geral da Stato, consultoria especializada em gestão de carreiras, listou 6 comportamentos que os candidatos devem evitar para não prejudicar a carreira.
1) Falta de interesse
Não ter curiosidade sobre a empresa, seus clientes, respectivos problemas e objetivos não colabora para a carreira. "É importante que o profissional se interesse pela realidade em que está inserido e seja proativo. Profissionais sem atitude que se limitam apenas em realizar as atividades rotineiras podem ser os primeiros na lista de demissão, em momentos de crise", diz Lucia.
2) Não saber lidar com prazos
Desrespeitar prazos, horários de reuniões e compromissos pré-estabelecidos põe em dúvida a credibilidade do profissional, por mais competente que ele seja.
3) Utilizar o tempo do trabalho para assuntos pessoais ou nas redes sociais
"Ficar muito tempo nas redes sociais sem razão ligada ao trabalho ou dedicar o seu tempo de trabalho para resolver assuntos pessoais podem atrapalhar a produtividade e tendem a prejudicar a avaliação da empresa sobre o profissional", fala Lucia.
4) Não trabalhar em equipe
Desconsiderar a opinião alheia sistematicamente e trabalhar focado apenas em suas "verdades" faz com que o profissional perca a oportunidade de crescer, aprender e trabalhar com a equipe. "É fundamental saber ouvir outras opiniões", alerta a especialista.
5) Ser o fofoqueiro do escritório
Mesmo que na maior parte das empresas haja fofoca, cochichos e comentários negativos sobre os colegas, ser o fofoqueiro da empresa não colabora para o futuro profissional, nem para o relacionamento com os colegas.

6) Não ter organização e não saber administrar seu tempo
Um elemento fundamental para a produtividade é saber usar bem o seu tempo. "Quando seu tempo é mal administrado algumas atividades prioritárias podem ficar inacabadas ou sem fazer. Faça um planejamento de atividades e organize-as conforme a importância e urgência",  diz Lucia.
O que é uma procuração?
Na vida em sociedade, cada indivíduo
tem uma identidade própria, que serve
para lhe diferenciar dos outros, mas, em
determinadas alturas precisamos que
alguém realize alguma actividade que por
exigência da lei só nós devemos fazer,
neste momento surge a procuração, que é
definida como o acto pelo qual alguém
atribui a uma outra pessoa, poderes para
executar uma tarefa que apenas o titular
podia realizar, ou seja, lhe concede
aptidão de realizar determinadas tarefas
em nome de quem lhe atribuiu tal poder.
Deste modo, quando temos uma conta em
terminado banco, a mesma apenas pode
ser movimentada pelo titular ou
assinante que é a pessoa que tem o
contrato com o banco. Uma vez que, se
uma outra pessoa aparece para
movimentar a minha conta estará a
praticar um acto ilícito que é punível por
lei.
2. Quando, quem e porque se deve
passar uma procuração
Mas, se o titular estiver impedido de
movimentar a sua conta ou necessitar de
alguém para movimentar durante um
determinado período, este pode passar
uma procuração em nome da pessoa que
ele entender, para realizar determinados
actos segundo a vontade do titular.
Vemos assim que, a procuração afasta
desde logo a ilicitude do acto que a
pessoa a quem foi passada a procuração
vai praticar ou seja, ela pode
movimentar a minha conta sem medo de
ser punida porque foi previamente
autorizada pelo titular.
Imaginemos que o senhor X tem uma
conta individual no banco Y, e não tem
tempo de sempre que a esposa precisa de
valores ir ao banco para fazer os
movimentos necessários, por este facto, o
senhor X pode passar uma procuração
em nome da esposa, onde ele atribui
poderes a mesma para movimentar a sua
conta no referido banco.
Vale ainda dizer que, a procuração pode
ser passada por pessoas individuais ou
por representantes de pessoas colectivas
(empresas), ou seja, do mesmo jeito que o
senhor X passou uma procuração em
nome da esposa, o senhor W que por
sinal é gerente da empresa H e legitimo
assinante da conta da empresa, pode
passar uma procuração ao senhor K,
para este passar a movimentar a conta
da empresa para a prossecução dos
interesses da mesma.
3. Procedimentos para dar validade
legal a procuração
Chegados a este ponto, é importante
destacar que, a procuração é um
documento que para ter validade deve ser
feito no notário, ou se tiver sido feita
pelo particular deve o mesmo levar ao
notário para reconhecer e dar força
jurídica ao documento. Por outro lado,
caso a procuração tenha sido feita no
exterior do pais, a lei exige que deve ser
reconhecida no consulado de Angola no
país onde foi elaborada, e depois de estar
em Angola ser levada ao Ministério das
Relações Exteriores para efeitos de
reconhecimento da assinatura do
representante consular e, só depois disto
é que a procuração estará apta para ser
levada ao Banco.
4. Elementos que devem constar de
uma procuração para uso num
banco
Alguns bancos têm um modelo próprio,
onde constam todos os dados necessários
para que a procuração seja aceite. Mas,
no caso de não existir um modelo
específico é essencial que, da procuração
constem os dados de quem atribui os
poderes (mandante), os dados de quem
lhe são atribuídos os poderes
(mandatário), a descrição dos poderes
que são atribuídos ao mandatário, caso
seja temporária deve constar o prazo e
pode também constar uma vez que alguns
bancos exigem, o nome do banco, e o
número da conta a ser movimentada.
Os dados do mandante e do mandatário
devem ser os fundamentais, e que
constem do documento de identificação.
Quanto aos poderes, estes devem ser bem
enumerados para não dar lugar a erros
por altura da prática dos actos, nem a
aproveitamentos fraudulentos que podem
ocorrer algumas vezes.
O número da conta e o nome do banco é
aconselhável que se faça menção, porque
pode acontecer o caso do procurador
estar a ser autorizado para movimentar
uma conta e ir movimentar outra, por
vezes no seu interesse e não no interesse
do mandante.
Relativamente aos prazos a lei prevê que,
os poderes atribuídos por uma
procuração podem ser limitados por
prazo estipulado pelo mandante mas, na
falta de prazo a mesma em regra
extingue ou deixa de valer com a morte
do mandante.
Poderemos aprofundar mais sobre este
tema, quando abordarmos sobre
procurações revogáveis e irrevogáveis.
8 PRINCÍPIOS DA BOA LIDERANÇA:
  • 1. Participação;
  • 2. Estado de Direito;
  • 3. Transparência;
  • 4. Responsabilidade;
  • 5. Orientação por consenso;
  • 6. Igualdade e Inclusividade;
  • 7. Efetividade e eficiência;
  • 8. Prestação de Contas...

Sobre a necessidade de um tecto máximo da dívida pública em Angola: 60% do PIB faz a diferença?
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Muito temos lido e ouvido sobre o aumento da dívida pública angolana e acima de tudo sobre a rigidez da lei angolana sobre o assunto. Neste post não vamos tratar de dizer se a lei está certa ou errada, se devemos ou não ‘violar’ a lei. Pelo contrário, vamos tratar de ver até que ponto essa definição do tecto máximo da dívida pública tem razão de ser. Não pretendemos esgotar o assunto com este post mas sim incentivar os nossos leitores a reflexão.

Em Angola a Lei nº 1/14 que define o regime jurídico de emissão e gestão da dívida pública directa e indirecta indica no seu artigo 3 alínea 3 que “[a] divida pública, interna e externa, de curto médio e longo prazo, não deve exceder 60% do Produto Interno Bruto”. Ok, mas por quê 60% e não 45% ou mesmo 80%?

Ensina-nos a sabedoria popular que ‘quem deve paga’! Desta forma manter a nossa dívida privada ou pública a um certo nível parece o mais sensato a fazer. Contudo e em nome da já aludida sensatez precisamos perceber a razão do tecto estabelecido. Para o caso do 60% do PIB, um caso mais sonante sobre este tecto de dívida pública é o chamado critério de Maastricht[1]que define este, como um dos cinco aspectos que os países devem cumprir para que possam aderir a união monetária europeia (a Zona Euro).

Olhando para a literatura, demos conta de um artigo (um paper) científico de 2010 que muito influenciou o debate sobre o tecto máximo da dívida pública, da autoria de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff com o título Growth in Time of Debt [tradução directa: Crescimento em tempo de dívida][2]. Reinhart & Rogoff sugerem neste paper que quando a dívida atinge 60% do PIB “growth declines by about two percent; for higher levels, growth rates are roughly cut in half” [tradução directa: verifica-seum declínio do crescimento de 2%; e para níveis acima [dos 60%], as taxas de crescimento são cortadas pela metade]. Apresentado desta forma fica de certa forma justificada a escolha do legislador nacional em definir 60% do PIB como o tecto máximo da dívida pública em Angola.  

Para além disso fica igualmente claro que por cá, quando a Lei nº 1/14 foi elaborada, os nossos experts devem ter lido este paperde 2010 e tido em consideração muitas das implicações derivadas dele, como é o caso das medidas de austeridade aplicadas em momentos de crise (podemos citar o caso europeu mais mediático da Grécia e Portugal mas também no contexto africano e não só tais medidas vêem sendo aplicadas).

Contudo no mundo académico, esse tipo de conclusão está sujeito a um escrutínio rigoroso. Em 2013, no artigo “Does High Public Debt Consistently Stifle Economic Growth? A Critique of Reinhart and Rogoff” em que se propuseram reanalisar os resultados apresentados por Reinhart & Rogoff (2010), Thomas Herndon, Michael Ash e Robert Pollin todos da Universidade de Massachusetts nos EUA, assinalam que após correcção das omissões encontradas no estudo de Reinhart & Rogoff, os países na amostra que tinham uma dívida pública de 90% do PIB apresentavam um crescimento de 2.2%, desmistificando a ideia de que acima dos 60% do PIB o crescimento caí dramaticamente conforme sugerido por Reinhart & Rogoff e imposto no contexto Europeu pelo critério de Maastricht.   

Mais recentemente num artigo publicado pela revista do FMI Finance & Development Junho 2016, Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani, e Davide Furceri assinalam que a teoria económica nos serve de muito pouco no que toca a um aconselhamento quanto ao nível ideal de endividamento público. Do nosso lado, temos advogado neste blog para que em caso de endividamento que os valores em causa sejam canalizados para a construção de infra-estruturas (exemplo: água e energia eléctrica) capazes de darem suporte ao sector manufactureiro e primário (agrário) pelas externalidades que esses dois sectores podem gerar, assegurando ao Estado o tão desejado fiscal space (i.e. amplitude fiscal que se traduz no aumento de contribuintes). Para a construção de infra-estruturas ligadas a saúde, educação e transportes públicos capazes de subsidiarem a actividade empresarial privada. Enfim, que a dívida socializada nos traga prosperidade!
“A agricultura é a base e a indústria o factor decisivo”
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Alguns de nós crescemos a ouvir o slogan “A agricultura é a base e a indústria o factor decisivo”. Tendo sido recentemente realizada a cimeira de chefes de estado / governo africanos em que este assunto foi um dos temas principais, urge reflectirmos um pouco sobre o mesmo tendo como pano de fundo a nossa realidade angolana.

Começamos por relembrar o que nos disse uma vez Jonathan Di John (Professor na SOAS, Universidade de Londres) que a história do desenvolvimento dos agora países desenvolvidos nos ensina que os mesmos atingiram este estágio por duas vias: 1º houve um aumento da productividade agrícola – uma espécie de revolução agrária, e 2º desenvolveram a indústria transformadora. Caso ainda haja dúvidas podemos citar o caso mais recente dos países asiáticos em que destacamos a Coreia do Sul e Taiwan, China e mais recentemente o Vietname (como exemplo de país que nos dias de hoje está a enveredar pelo mesmo caminho).

A luz desses exemplos urge perguntar “Porque razão, passados mais de 10 anos de paz a nossa luz no fundo do túnel parece um tanto quanto pálida?” Tentei buscar possíveis respostas para justificar a nossa letargia, a saber: 1º tivemos e ainda estamos a resolver os problemas das minas terrestre fruto do longo conflito armado; 2º estamos a criar infraestruturas de apoio como estradas, pontes e canais de irrigação; 3º já criamos alguns institutos agrários – para termos os nossos recursos humanos devidamente qualificados. No que toca a indústria estamos a criar as Zonas Económicas Especiais (ZEE).

Apesar de ter conseguido arranjar “desculpas”, pessoalmente não estou de todo convencido que se tudo isso estiver arrumado, a situação vai ser diferente pelo seguinte: Não existe um relatório actualizado que nos possa informar o que está sendo feito com os terrenos já desminados. Sei que Angola utiliza apenas 5,7% dos hectares disponíveis (de um total que acredito incluir os que ainda estejam minados, ver o meu post de 21 de Julho de 2013 neste blog). No que toca a infraestruturas, a grande questão que se têm colocado é a qualidade das mesmas (e a sua durabilidade), o que deixa-nos algumas reservas se tivermos em conta o custo VS benefício dessas obras. Estamos todos conscientes da ausência de um plano bem estruturado com vista a garantir aos recém-formados (nos institutos criados) uma rápida inserção no mercado de trabalho. Por último tomamos conhecimento, recentemente, que a administração de ZEE (Luanda-Bengo) estava a procurar atrair parceiros (investidores nacionais e estrangeiros) para os detentores de espaços (i.e. terrenos) naquela área. Apesar de uma notícia bastante interessante, não deixamos de ficar incrédulos uma vez que sabiamos que as pessoas interessadas só poderiam ter acesso a esses terrenos (que serão infraestruturados) caso tivessem UM PROJECTO INDUSTRIAL.

Como se pode compreender desta constatação, para que o nosso grande slogan “A agricultura é a base e a indústria o factor decisivo” tome corpo vai ser preciso algo mais do que remover minas terrestre, construir pontes e dar formação. Vamos ter que mudar de mentalidade, sair da chamada mentalidade “rent-seeking” (i.e. busca de rendimento fácil e/ou facilitado) para uma mais produtiva e empreendedora dando acesso a recursos e bens, a quem deles venha realmente a fazer uso multiplicador (gerando empregos, riqueza e pagando impostos).

Cultura e desenvolvimento: Até que ponto a cultura de um povo determina a sua capacidade de se desenvolver (ou não)?


Posted: 02 Apr 2016 04:25 AM PDT
Muito temos ouvido sobre a incapacidade do angolano ser productivo, de não gostar de trabalhar, especialmente quando comparado com povos de outras origens ex.: Chineses ou asiáticos em geral. Muitos chegam até a afirmar que isso acontece porque “a nossa cultura é mesmo assim, é de estar relaxado”. Mas será que isso sempre foi assim? Diz a sabedoria popular que a necessidade é a mãe de todas as invenções, o que significa que quando em situação precária as pessoas acabam por criar artifícios para sobreviverem. 

O caso Chinês e não só…
Hoje diz-se que é devido a “cultura Chinesa” baseada no Confucionismo que a China atingiu o nível de desenvolvimento que apresenta nos nossos dias. Essa “cultura” faz com que o povo Chinês se dedica ao trabalho. Contudo fica a pergunta: Se assim fosse, por que razão não atingiu a China tal nível de desenvolvimento a muito mais tempo, uma vez que o Confucionismo é uma religião milenar? Já agora vale também perguntar: Por que razão o capitalismo não surgiu na China? E para que conste que isso não se aplica apenas ao caso Chinês, Ha-Joo Chang (2005) sugere que antes de empreenderem com sucesso o seu processo de industrialização as pessoas de países como a Alemanhae Japãotambém eram tidas como preguiçosas por pessoas de países, na altura, mais desenvolvidos. Hoje, acreditamos que a conversa é diferente!

O caso de Angola
O factor guerra destruiu os meios de produção e gerou uma dependência excessiva no petróleo, cujas receitas são controladas centralmente pelo Executivo. Ao longo dos anos as pessoas foram se habituando a ideia de estarem dependentes, de esperarem que alguém faça tudo por elas. A reforçar esse tipo de mentalidade podemos citar a construção do socialismo em período de guerra. Como se sabe numa sociedade socialista as decisões importantes são tomadas a nível central, existe um grande controlo sob a actividade produtiva; dai que apesar de o “espirito” empreendedor nunca ter morrido em Angola, evoluiu de uma forma diferente, isto é, transformou-se em esquemas, “biscatos” para sobrevivência mas que até a este nível necessitava-se de uma ligação com alguém com influência para agilizar tal esquema/biscato.

Em suma, dizer que o angolano não tem apetência para o trabalho não é correcto de todo. Afinal tal como o chinês (a pouco tempo) e antes deles os alemães e japoneses também o fizeram, temos sim que incentivar a mudança de mentalidade, criando oportunidades e desafiando as mentes, para tal, programas credíveis de apoio ao empreendedorismo poderão ser bem-vindos. Afinal quando o censo de 2014 nos mostrou que na altura (porque hoje acreditamos que o número seja superior) 24% da população activa estava desempregada, devemos pensar que 24% da população está a ver coarctado um direito constitucionalmente consagrado que é o direito ao trabalho (artigo 76º da constituição de 2010).

Central eléctrica do Soyo começa a funcionar em 2017 Projecto de USD 929 milhões envolve ainda a construção de uma linha eléctrica até à capital.


A futura central de ciclo combinado do Soyo, cuja construção vai custar ao Estado mais de USD 929 milhões, entra em testes no início de 2017 e permitirá garantir electricidade a Luanda e ao norte do país.
A informação foi avançada hoje à imprensa pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, durante a visita ao Soyo, província do Zaire, acrescentando que o projecto envolve ainda a construção de uma linha eléctrica até à capital, ao longo de mais de 400 quilómetros, com 1.500 torres.
Trata-se de uma das maiores obras públicas em curso em Angola, executada por empresas chinesas, sendo um empreendimento considerado fundamental para reduzir o défice energético nacional.
A primeira máquina de geração de electricidade desta central deverá entrar em testes no início de 2017 e as restantes três ao longo do ano, acrescentou o ministro, dando conta de que a ligação eléctrica entre o Soyo e Luanda deverá estar concluída até Maio do próximo ano.
“É dos projectos mais importantes que estamos a desenvolver neste momento, que vai produzir cerca de 750 MegaWatts e que vai atender às necessidades de Luanda e bem como do norte do país, com a electrificação de Mbanza Congo e Nzeto”, explicou anteriormente o ministro João Baptista Borges.
A Lusa noticiou em 2015 que o governo utilizou verbas da reserva financeira petrolífera para investimentos em infraestruturas no pagamento da primeira prestação da construção desta central, de ciclo combinado, a gás e vapor.
A decisão, suportada por despacho presidencial, visa permitir a construção da central, a cargo da empresa China Machinery Engineering Corporation (CMEC). De acordo com o mesmo despacho, esta central, que integra o Programa de Investimento Púbico, “é de grande importância para o desenvolvimento económico e social do país”.
Assim, foi aprovada há cerca de um ano a desmobilização de USD 147,7 milhões da Reserva Financeira Estratégica Petrolífera para Infraestruturas de Base, precisamente para pagamento da primeira prestação do contrato.
A central de ciclo combinado do Soyo vai custar USD 931 milhões, sendo justificada pelo executivo com as “projecções de crescimento da procura de energia eléctrica no país” no médio e longo prazo.
O contrato em causa foi celebrado entre o Ministério da Energia e Águas e a empresa chinesa CMEC em 2014.
O crescimento nacional leva à “necessidade de expansão acentuada da capacidade de produção” de electricidade no país, justifica o governo.

O NOSSO SÍTIO NA NET!

http://forum-economico-ang.webnode.com/

Angola e os Desafios para 2016: Diversificação Económica Quo Vadis?

“Falamos durante muito tempo na diversificação da economia, mas fizemos muito pouco, mesmo assim vale mais começar tarde do que nunca começar.” Pres. Dos Santos (Mensagem por ocasião do Ano Novo)


Ao lermos a mensagem de sua Excelência o Presidente da Republica por ocasião do Ano Novo, decidimos dedicar anualmente[1] um post sobre quais poderão ser os desafios que Angola e os angolanos deverão superar nos mais diversos sectores do país. Esperamos um dia poder compilar essas reflexões num formato mais atractivo e acabado. Por uma necessidade de delimitação, neste post vamos partir do extracto acima apresentado para reflectirmos sobre algumas das acções levadas acabo pelo executivo no amplo esforço de diversificação económica. Sendo assim, vamos aqui analisar o tema tendo como ‘pano de fundo’ algumas das propostas que vimos emergir nos últimos anos com vista a dinamizar esse tão desejado processo.  

Criação de Pólos Industriais
No país existem em funcionamento pelo menos dois (2) pólos industriais, o de Viana e o da Catumbela[2]. A construção de pólos tem sido apontada como uma estratégia a seguir por países que tendo dificuldade de proporcionar infra-estruturas adequadas (incluindo serviços básicos como o fornecimento de electricidade e água), possam ainda assim desenvolver projectos industriais com as mínimas condições. Como exemplo de sucesso podemos citar países como a China, Vietname, Tailândia, que seguindo esta via conseguiram fazer crescer o seu sector da indústria transformadora

No caso de Angola, nos pólos existentes temos em funcionamento poucas unidades industriais. Não sabemos se isso se deve a falta de informação mas o facto é que também não temos conhecimento que tenha sido feito um estudo para se identificar/priorizar o acesso aos polos. Contudo, apesar de se ter criado uma entidade para gerir os pólos industriais, a Rede Nacional de Pólos de Desenvolvimento Industrial, acreditamos ser necessário aplicar com clareza e rigor os critérios definidos para se ter acesso a esses pólos. Só assim se poderá evitar o apelo feito em 2014 pela então administração da Zona Económica Especial Luanda - Bengo (ver post de 10 de Julho 2014) onde visava atrair parceiros (investidores estrangeiros e nacionais) aos detentores de terreno naquele espaço, quando a partida sabíamos que apenas teria um espaço quem tivesse um projecto industrial.   

No caso do Pólo Industrial de Viana as indústrias que lá estão reclamam da qualidade dos acessos e dos serviços (fornecimento de luz eléctrica e água). Muitos dos espaços foram ocupados por armazéns ao invés de projectos industriais[3]. Vale acrescentar que através dos pólos industriais o país poderia criar clusters de produção onde indústrias de um mesmo sector poderiam criar sinergias para melhoria da qualidade dos seus produtos, optimização dos serviços de que necessitam e obter o suporte necessário visando a sua expansão para mercados externos.

Apoio as Micro, Pequenas e Medias Empresas (MPMEs)
Segundo uma brochura institucional de 16 de Novembro de 2012 o programa Angola Investe tinha como principal objectivo “criar e fortalecer as Micro, Pequenas e Medias Empresas (MPMEs) nacionais, tornando-as capazes de gerar emprego em grande escala e, assim, contribuir decisivamente para o desenvolvimento do país” viradas aos seguintes sectores: agricultura, pecuária e pescas, materiais de construção, industria transformadora.

No nosso post de 21 de Dezembro de 2015 tratamos de elucidar o contraste que ainda existe entre o desejo da Administração Geral Tributária (AGT) de reduzir a informalidade que se verifica no nosso mercado (onde 60% desta mesma informalidade é atribuída as MPMEs) e o facto das MPMEs terem pouco acesso a renda através da contratação pública. Num outro post de 13 de Dezembro 2015citamos um estudo do nosso banco central, o Banco Nacional de Angola, que abordando a situação creditícia em Angola[4] chamava atenção pelo facto dos empréstimos ao sector dos serviços ser o “maior consumidor de crédito”[5].
A combinação da análise apresentada nesses dois posts poderá dar-nos uma visão (se bem que um tanto simplificada) do que se estará a passar com o principal objectivo do Angola Investe. O facto é que, segundo este estudo do BNA, contrariamente ao propósito do Angola Investe o crédito não está a ser direccionado para os sectoresque a partida sabíamos que poderiam “contribuir decisivamente para o desenvolvimento do país”.

Politica Externa
Como apresentamos no nosso post de 26 de Julho 2015 Angola precisa articular a sua necessidade de identificar e desenvolver mercados externos na sua política externa, condicionando uma parte da verba destinada a ajuda externa no âmbito dos esforços na busca da “paz, segurança e estabilidade” conforme o PR nos apresentou na sua mensagem, a aquisição de bens e serviços made in Angola. Desta forma iriamos fazer com que os produtos (e serviços) que estão a contribuir para uma melhor diversificação da nossa economia proporcionassem também divisas para o país contribuindo assim para redução da dependência das receitas do petróleo (e diamantes).

Diversificação Económica Quo Vadis
A nossa realidade actual mostra que essas três (3) áreas acima analisadas não estão ainda a dar os resultados esperados devido ao que nós chamamos neste blog de ausência de uma política industrial selectiva.

Ao adoptarmos uma política industrial selectiva iriamos ser capazes de definir que tipo de indústria priorizar em cada um dos pólos industriais. Isso não significa que qualquer outro tipo de indústria não teria acesso a essas infra-estruturas, pelo contrário, significa dizer que teriam um acesso secundário. Devido a esta situação (maior procura do que oferta, devido a escassez de recursos) o acesso e permanência, nesses pólos, deveriam ser condicionados a apresentação de resultado mensuráveis (de produção e receita, geração de empregos e volume de exportação).

Uma vez definida a localização geográfica das indústrias[6], passaríamos ao mecanismo de financiamento. O programa Angola Investe deveria manter o seu formato inicial que conforme apresentamos trataria de “criar e fortalecer as MPMEs (Micro, Pequenas e Medias empresas) nacionais, tornando-as capazes de gerar emprego em grande escala e, assim, contribuir decisivamente para o desenvolvimento do país” viradas aos seguintes sectores: agricultura, pecuária e pescas, materiais de construção, industria transformadora. A política externa deveria ajudar a garantir que os produtos made in Angola, resultantes destas iniciativas, conquistassem espaço no mercado externo.

Enfim, no que toca a diversificação económica contrariamente ao PR e para sermos justos a quem no executivo tem estado a fazer esse já mencionado esforço de diversificação, consideramos que muito já foi feito e tem sido feito. Contudo, osdesafios para Angola em 2016 (e adiante) passariam, a luz do que vimos nesta reflexão, por (1) pragmatismo para fazer apenas o que agrega valor. No caso dos pólos industriais dever-se-ia primeiro tratar de por a funcionar bem os que hoje estão em funcionamento, Viana e Catumbela, tirar-se ilações desta experiência antes de expandir-se para outras áreas. (2) Condicionalismo no que ao acesso a recursos diz respeito. Dever-se-á dar acesso aos pólos industriais e ao financiamento a empreendedores capazes de se comprometerem a atingirem metas de produção, receitas, empregos, volume de exportação bem definidas sob pena de verem retirados tais benefícios. (3) Rigor no que se propõe fazer atendendo ao facto de que osrecursos ao dispor do processo de diversificação são limitados e da necessidade que o país tem de diversificar as suas fontes de divisas. Tudo o que acabamos de apresentar poderia ser resumido dentro do que temos estado a chamar neste blog depolítica industrial selectiva.




[1] Vamos tentar fazer um esforço no sentido de produzirmos essa reflexão no inicio de cada ano para que os nossos leitores possam ao longo do período em análise tecerem outros comentários e/ou efectuarem outras reflexões.
[2] Segundo sabemos o ministério de tutela (Min. Da Industria) tenciona criar cerca de 22 pólos em todo o país.
[3] Vale aqui dizer que isso não significa que os armazéns não sejam necessário mas que eles deveriam dar suporte a actividade industrial e não servir de posto de venda para produtos importados.
[4] BNA (2013) “Estudo Sobre a Potenciação de Crédito Na Economia Angola”.
[5] Ênfase é nosso.
[6] A luz da necessidade de se criar clusters de produção.

Por que razão pensar que o auto-emprego vai resolver o problema do desemprego em Angola pode ser uma falácia.


Algum tempo atrás fiz uma apresentação académica sobre o realce exagerado que se estava a dar a promoção do auto-emprego como uma alternativa/solução a já preocupante falta de capacidade de criação de emprego no sector formal da nossa encomia que segundo estatísticas recentes[1] colocam o desemprego acima dos 25%. 

Tendo Angola uma população relativamente jovem[2] é necessário percebermos que a criação de empregos capazes de garantir uma melhoria das condições sociais dos trabalhadores e consequentemente garantir uma certa estabilidade laboral (e social) deverá advir da nossa capacidade de criarmos uma indústria manufactureira forte.

No nosso post de 1 de Março 2015 explicamos que Agostinho Neto através da sua célebre frase “A agricultura é a base do desenvolvimento e a indústria é o factor decisivo” já nos havia deixado uma pista de como resolver o problema da criação de empregos sustentáveis. Nos socorremos de Kaldor (1967) para explicar que para Angola criar increasing returns”, isto é, economia de escala e melhorar os seus “terms of trade” (i.e. termos de negociação) deveria desenvolver o seu sector industrial manufactureiro.  

A 20 anos atrás o Banco Mundial através do seu relatório sobre o desenvolvimento mundial de 1995 com o título Workers in an Integrated World[3] indicou que o crescimento económico na Malásia e Polónia permitiu reduzir o auto-emprego, tido nesta perspectiva como uma actividade informal. Os dados mostram-nos que em 1957 a Malásia tinha 27% neste sector de actividade (i.e. auto-emprego) mas que em 1989 reduziu para 20%. A Polónia tinha 32% em 1955 reduziu para 23% em 1990. Por outro lado, o relatório assinala que houve um aumento de trabalhadores assalariados e incorporados no mercado formal de trabalho (na Malásia aumentou de 35% em 1957 para 42% em 1989 ao passo que na Polónia aumentou de 41% em 1955 para 52% em 1990).

Contudo, os dados que o relatório nos apresenta sobre o Gana dão-nos uma perspectiva completamente diferente. O auto-emprego aumentou de 58% em 1960 para 59% em 1989 ao passo que a percentagem de trabalhadores no sector formal da economia manteve-se nos 14% em ambos os períodos cf. WB[4] (1995:16).

Hoje podemos claramente ver em que posição, na economia mundial, cada um dos 3 países acima apresentados se encontra e nos perguntar: Será que em Angola vamos reinventar a roda?

“Se você me engana uma vez, a vergonha é sua, se você me engana duas vezes a vergonha é minha!” - O FMI e os Salários na Função Pública em Angola.

Nos últimos dias foram divulgadas, especialmente através das redes sociais, várias reacções contra a sugestão deixada pelo FMI a quando da última visita ao abrigo do Artigo IV. Neste post vamos brevemente rever o que de facto sugeriu o FMI e as razões das reacções verificadas.


O FMI no seu comunicado de imprensa verdadeiramente sugeriu que seria “fundamental alinhar melhor a massa salarial no sector público, em percentagem do PIB, com a nova realidade de receita orçamental” [nosso ênfase]. Dai dizermos que o FMI está a sugerir uma redução no salário [por si só já magro] da função pública é um outro exercício. Mas então a que se deveu as reacções que vimos nas redes sociais?

Em nosso entender tal reacção poderia encontrar respaldo no que a teoria económica chama de Rational Expectations Theory [traduzindo: teoria das expectativas racionais]. Ela nos sugere que os agentes económicos tomam decisões baseando-se nas informações disponíveis e nas experiências passadas.

Se olharmos para o que aconteceu com o aumento do preço dos combustíveis notamos que o que o FMI havia sugerido, numa visita idêntica, foi o aumentogradual do preço bem como sugeriu um preço máximo de 115 Kwanzas. Todos nós sabemos qual foi a realidade material. Tivemos uma subida brusca dos preços e tal aumento ultrapassou o que havia sido inicialmente recomendado!

Analisado o problema desta forma podemos ver que quem está nervoso hoje até tem alguma razão de estar uma vez que tendo em conta a experiência passada, a luz do que nos ensina a teoria das expectativas racionais, espera-se que o governo aproveite essa recomendação para fazer o mesmo que fez com o preço dos combustíveis mesmo que não haja indício de momento. Afinal como diz um ditado Chinês “se você me engana uma vez, a vergonha é sua, se você me engana duas vezes a vergonha é minha!”

 

P.S.: No nosso post de 21 de Maio de 2014 argumentamos que um bom saláriocontribuía significativamente para o aumento de produtividade dos trabalhadores. Reduzir o salário em nosso entender originaria um processo inverso bem como poderia causar uma certa instabilidade social, algo que poderia minar o não tão confortável ambiente de negócios do país. Poderíamos considerar reduzir o número de administrações comunais/municipais existentes, reduzir o número de vice-governadores, ministérios e secretários de estado. Mas como sabemos que tal redução não seria politicamente viável ficamos pela sugestão da aplicação do método de gestão por objectivos. Quem não fosse capaz de atingir as metas definidas poderia ver o seu posto de trabalho extinto. Afinal é na crise que emergem os grandes líderes e gestores.

Diversificação económica através do auto-emprego?

Apesar de termos já tratado, de certa forma, este tema no nosso post de 2 de Julho de 2015 somos obrigados a voltar a ele uma vez que o discurso político insiste em fazer uma colagem entre o fomento do auto-emprego e o processo de diversificação económica. Por outras palavras, para alguns dos nossos políticos, Angola também vai diversificar a economia através do auto-emprego, o que seria em nosso entender, uma acção apenas comparável ao que na cultura popular se denomina de reinvenção da roda! Afinal, até a data nenhum outro país diversificou a sua economia através do auto-emprego[1].


O que nos chama atenção neste tipo de posicionamento é a presença do que aparenta ser um certo desconhecimento do que se entende por diversificação da economia. Pois bem vamos explicar de uma forma simplista. A UNCTAD apresenta-nos a diversificação como a estrutura das trocas comerciais de um país comparada com a média mundial. Num índice de 0 a 1, quanto mais próximo do valor 1 a economia de um país estiver isso indica uma maior diferença com a média mundial. Para o caso de Angola, segundo os dados do UNCTAD[2] a economia angolana teve um índice de diversificação de 0.8 de 2002 a 2011 baixando ligeiramente em 2012. O Quénia por exemplo de 2002 a 2012 teve um índice de 0.7. A Coreia do Sul por outro lado e para o mesmo período teve um índice de 0.43 a 0.45. Como se pode perceber dos três exemplos apresentados, a Coreia do Sul tem uma economia mais diversificada.

Notem que a diversificação da economia de um país passa a ser uma necessidade inadiável por estar acoplada ao comércio mundial. Quanto menos diversificada for uma economia de um país (com um índice próximo do valor 1), menos opções a nível do comércio mundial este país terá i.e. menos possibilidade de gerar divisas. Como se sabe os países adquirirem tecnologia, bens e serviços que não produzem através do comércio (mundial) logo, é correcto sugerir que o acesso a menos divisas, reduz a possibilidade desses países se desenvolverem.

Ao se fazer esta colagem i.e. auto-emprego à diversificação económica, está-se de facto a sugerir que por via do auto-emprego Angola vai aumentar as suas opções no comércio mundial, logo, poderá através de uma maior participação (no comércio mundial ) ter outras fontes de divisas (para além do petróleo e diamante). O auto-emprego pode contribuir para a redução da pobreza (dando aos intervenientes a possibilidade de gerarem rendimentos próprios), redução do desemprego (desde quenão gera o que a literatura denomina por subemprego) mas sugerir que o auto-emprego contribui para o processo de diversificação económica traduz-se no que chamamos de falácia!

Diversificação das exportações e a criação de empregos

A criação da ANPEX (Agência Nacional para a Exportação) sob alçada do Ministério do Comércio faz-nos perceber que o executivo angolano está em vias de ajustar a sua estratégia de desenvolvimento, passando de um focos na substituição das importações (conforme enfatizava o discurso politico até recentemente) para outro ligado a diversificação das exportações e captação de divisas para o país. 


Um exemplo até agora tido como de sucesso é o caso da China que conseguiu retirar mais de 300 milhões de habitantes da pobreza extrema graças a um processo rápido de industrialização virado a exportação. Vale recordar que este processo ajudou a criar vários postos de trabalho mas com um nível de remuneração muito baixo (ver post de 29 de Julho de 2014). Esta é uma das grandes críticas que se fazem ao modelo de desenvolvimento chinês.

Para o caso de Angola que pretende diversificar as suas exportações é imperioso percebermos que tal diversificação não pode seguir o exemplo chinês i.e. através de baixos salários, empregos precários e politicas que fragilizem a condição social do trabalhador. Ela deve, em nosso entender, passar pela criação de postos de trabalhoque oferecessem alguma qualidade de remuneração. Para o efeito, acreditamos que projectos de negócios ligados, por exemplo, ao sector do agro-negócio e a indústria (com ênfase a indústria ligeira) dar-nos-iam a possibilidade de gerar increasing returns (ver post de 1 de Março de 2015).

Essa necessidade de se criar no sector formal da economia empregos com qualidade é justificada pelo facto de proporcionar uma demanda interna (i.e. os trabalhadores estariam em condições de consumirem a produção local) reduzindo a forte dependência aos mercados externos. Nos momentos em que os mercados externos registassem uma redução da demanda, seria através desses consumidores que o país poderia manter o seu nível de crescimento. Hoje, por exemplo, a luz da crise nos mercados externos (europeus e da América do norte) nota-se uma grande preocupação do governo chinês em aumentar gradualmente os salários para gerar mais demanda interna e manter o ritmo do crescimento do GDP.

Em suma, apostar na diversificação das exportações é importante para Angola. Mas neste processo não se deve, em nosso entender, descurar a necessidade de se proporcionar aos trabalhadores uma oportunidade de melhoria da sua condição social através de uma remuneração justa. Só procedendo desta forma poderemos garantir que o nosso processo de desenvolvimento seja inclusivo e justo.

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